Sorocaba Amplia Vagas De Tratamento Da Dependência Química E Disponibiliza Telefone 24 Horas Para Conter Chegada E Avanço Da Nova Droga K9 Agência De Notícias
Outra preocupação de Helena é o número de pessoas que poderiam indicar a internação involuntária. “Apesar do médico ter de assinar a determinação, qualquer servidor público do Sisnad ou profissional da saúde ligado ao dependente químico tem o poder de fazer essa indicação”, declara. Internar alguém contra sua vontade é, em certa medida, cercear a liberdade de alguém, assim como o encarceramento. Primeiramente, em virtude de se desenvol-ver mais lentamente, a dependência de álcool faz com que haja uma dificuldade em se saber quando o indivíduo deixou de ser um "bebedor social" para se tornar um dependente. Isto facilita a negação, por parte do sujeito, de que realmente precisa mudar de atitude.
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Por isso pesquisei como lidar com um adicto pra mim conseguir entender e ajudar ele. A melhor forma de saber como lidar com dependente químico em recuperação é colocar-se no lugar dele. Manter-se sempre como um amigo pronto a ajudar e dar ainda mais amor e apoio do que nunca. Quando nos deparamos com algum amigo ou familiar que acaba sendo atraído pela dependência química, ficamos bastante preocupados. E quando esta pessoa começa a procurar auxílio, muitas dúvidas surgem e não sabemos ao certo como ajudá-lo da maneira correta. É válido lembrar que, em muitos casos, o dependente pode negar a sua condição e, até mesmo, recusar qualquer tipo de tratamento.
A pesquisa foi realizada com 12 usuários de drogas diagnosticados como dependentes químicos que estavam internados no hospital geral de uma cidade do sul do Brasil para realização da desintoxicação, sendo que dez eram homens e duas eram mulheres. Durante o período de oito semanas, os pacientes internados com funções cognitivas preservadas, segundo avaliação da equipe, eram convidados a participar do estudo. Segundo Orth e Moré (2008), a família é o primeiro sistema a ser afetado pela drogadição, provocando consequências na saúde de seus membros, bem como fragilizando as suas relações. Por outro lado, de acordo com Guimarães et al. (2009), o uso de drogas, sobretudo por adolescentes, pode indicar falta de apoio ou orientação por parte da família. Outros autores acreditam que a forma de funcionamento da família pode ser protetiva ou de risco para desenvolvimento de dependência química entre seus membros (Mckay et al., 1991).
Eu não confio em nenhuma clínica pois infelizmente meu filho passou por maus tratos em clínica de recuperação… Fui roubada enganada. Um quadro de profissionais especializados, equipes multidisciplinares, grupos de apoio que os orientem e possa prepará-los para conviver adequadamente com esta doença fará toda a diferença. Não esmoreça, a resistência é bastante comum, mas com ajuda de profissionais bem preparados é possível conseguir vence-la e obter a continuidade do tratamento.
Estas comorbidades se relacionam com o desenvolvimento e com as consequências da dependência de drogas, como apontam Silva e Quintas (2010). Verificou-se que a maioria dos participantes encontrava-se no estágio de contemplação. Este resultado também foi encontrado no estudo realizado por Resende, Amaral, Bandeira, Gomide e Andrade (2005), com alcoolistas hospitalizados. Para Figlie, Dunn e Laranjeira (2004), a motivação é vista como um estado de prontidão ou avidez para a mudança, que pode flutuar de um momento (ou situação) para outro e pode ser entendido como uma condição interna influenciada por fatores externos.
Para aqueles que mencionaram ter perdido a família, percebe-se a importância em sair do tratamento e buscar contato, pedir perdão e reparar os erros cometidos. Contudo, talvez a fragilidade dos vínculos familiares seja um sinal de que deveria haver investimento das equipes de saúde em mediar tal reaproximação. A partir da experiência adquirida durante anos cuidando de dependentes químicos (álcool e outras drogas) e suas famílias, reavaliando e estruturando as atividades a partir de suas sugestões, desenvolvemos um programa voltado especificamente para o tratamento destes pacientes. Muitas vezes, a prescrição de medicamentos para o tratamento da dependência química é necessária para ajudar a reduzir os sintomas que surgem durante o processo.

“Em parceria com outras esferas de Governo, aumentamos em mais de 40 vezes o número de vagas disponíveis em clínicas de tratamento para dependentes químicos, que terão a chance de largar o vício e mudar de vida. Eram 40 vagas, que aumentamos para 940 e chegamos, no momento atual, para 1.840 vagas de tratamento. Ou seja, se a pessoa quiser se tratar, ela tem tudo à disposição”, completa o prefeito Rodrigo Manga. Muitas pessoas acreditam que a doença não passa de mero vício ou falta de caráter, o que não é verdade. A dependência
A partir de um estudo de caso realizado numa fazenda de recuperação, Moraes et al. (2010) concluíram que, nesse tipo de instituição, existem espaços para o convívio entre os internos, para práticas laborais e práticas espirituais. Todos assumem responsabilidades dentro da fazenda, auxiliando desde a administração da comunidade, até as diversas outras atividades. Além destes aspectos, existem sérias comorbidades psiquiátricas que coexistem com a dependência de drogas, como é o caso da ansiedade e da depressão, que também dificultam a proposição de um alto nível de motivação.
Nas falas de E10 e E7 aparece o tema da perda da família, em que o entrevistado já perdeu e quer recuperá-la ou evitou a perda através do tratamento, respectivamente. Já na fala da entrevistada 12 há uma retribuição à família, que está depositando confiança na usuária, e, ao mesmo tempo, evitar perder a família, pois talvez isso aconteça se a confiança existente deixar de existir caso não haja essa retribuição. Caso o paciente venha de outro município, é importante frisar que o Programa de Tratamento não disponibiliza refeições ou acomodação para o paciente ou acompanhante. Com o intuito de agilizar a organização dessas necessidades, serão indicados locais para hospedagem e realização de refeições próximos ao local dos procedimentos.
A resposta para essa pergunta depende de uma série de fatores, como o tipo de droga usada, a faixa etária em que o consumo começou, predisposição genética e tolerância do organismo, entre outros. Ainda que cada paciente tenha o seu próprio caminho e histórico pessoal com o vício, ele não é o único nessa situação. O objetivo é, além de encontrar a melhor maneira de tratar o interno, despertar nele uma consciência sobre a sua doença. Por ser um problema multifatorial, que tem a influência de diferentes aspectos, entendo que cada caso exige uma abordagem específica, que respeite as individualidades dos pacientes. Acredito e defendo que a dependência química deve ser tratada com toda a seriedade que merece.